
"Lupus ou sarcoidose? Nunca é lupus".
Acho que vi um gatinho!!
Conheça GeekCats.
Gatérrimos....AMEI!
“Posso explicar uma porção de coisas, mas não posso explicar a mim mesma”.
(in Alice no País das Maravilhas)





Já reparou como as grandes catástrofes liberam no ser humano benevolência como se fosse endorfina?
É sério!
Repara só, basta ter uma desgraça bem grande pra que os indivíduos libertem seu “eu” bonzinho e consciente e sintam necessidade de ajudar ao próximo.
Talvez porque os acontecimentos chamem atenção para suas vidas medíocres, confortáveis, sem-graça...ou só porque haja uma obrigação social, sei lá...
Acho interessante ver que nestas horas as pessoas se agitam, ligam pros amigos, lançam mão de e-mails, blogs, twitter etc e tal, e querem mostrar que estão engajadas, mas não sabem sequer como a mãe passou o final de semana passado.
É comum - e quem mora em condomínios vai concordar comigo - passarmos por nossos vizinhos e nos limitarmos ao “bom dia” ou “boa noite” tradicionais, no máximo “ um comentariozinho sobre o tempo”. Às vezes ouvimos o pau quebrando no apartamento ao lado, gente gritando, criança chorando, a mulher jurando que não agüenta mais e vai se separar, e o que fazemos? NADA, é claro! A gente até disfarça no dia seguinte e faz de conta que não ouviu nadica, só pra não constranger os caras.
É bonito de ver a comoção do povo, as demonstrações de ajuda enviando roupas, comida, água, dinheiro, até gente! De verdade! Já sabemos que o ser humano é dotado de uma extrema capacidade de demonstrar amor tanto quanto egoísmo. Vamos nos ater a parte boa.
O mais emocionante é observar como a tristeza e a desgraça servem de alimento para a sobrevivência e para a transformação do universo em um lugar melhor para se viver, no exato sentido das palavras.
No final das contas, praticando uma ação trivial alguns ainda tem a petulância de sentirem-se melhor do que alguns outros e como adoram divulgar sua bondade. Trivial sim! Porque solidariedade, ato humanitário, manifestação de apoio ou seja lá o nome bonito que quiserem dar é uma questão de inteligência e quesito fundamental para quem quer ser “gente” de verdade. Consciência e atitude. É tudo uma questão de treino.
Infelizmente – ou felizmente – não temos o poder de controlar a natureza e o curso da vida. Os mega desastres continuarão acontecendo, na proporção do sofrimento de cada um de nós. Enquanto isso, podemos começar a ser mais “gente” todos os dias, quem sabe ligando para aquela amiga que está com o filho internado, respondendo o email daquele colega que avisou que perdeu o emprego, ou simplesmente dando um abraço de urso no seu irmão esquentadinho que vive te aporrinhando.
É só começar.
Nota (i)- A todos aqueles que foram afetados de alguma maneira por catástrofes, meu super-hiper-mega abraço de ursa. Minha contribuição é contínua e não eventual. Sigo treinando.
- na verdade as férias simplesmente saem ... saem de mim ou do além, de algum lugar do passado.... ainda não descobri de onde elas veem, mas chegam com tudo, atropelando mesmo, nem me perguntam se eu quero, se posso, se tô afim.... ou seja, ninguém quer saber minha opinião... férias "É" férias e ponto final.
Elas são sempre motivo de alegria, desde que tenham o kit básico de educação (conseguem gritar "baixo", não pulam no sofá com sapato melecado de sorvete de chocolate, sabem usar os talheres para outros fins que não sejam lutar esgrima, etc), realmente uns anjinhos!
Tenho que confessar que tô usando a mesma lista há dois anos, o pior é que neste último nem abri o envelope...

